Destruction Allstars – Review

Destruction Allstars – Review

06/02/2021 0 By Tiago Pimenta

Um mundo de combate com veículos em que as personagens parecem retiradas de uma banda desenha ]e sem duvida algo que me iria interessar. E foi quase esse o pitch que a Playstation fez quando apresentou Destuction Allstars. Quando foi apresentado o trailer do jogo foi inevitável pensar no Needles Kane e no quão bom seria conduzir o Sweet Tooth em todo aquele caos colorido.

No entanto, o que me interessou mais o jogo foi o facto de ser diferente. Não estávamos a falar de um jogo de mundo aberto ou um FPS. Estávamos sim a falar de um jogo de combate motorizado que me fez lembrar dos dias passados a jogar Twisted Metal na PS2.

Destruction Allstars seria um dos jogos a acompanhar a PS5 no seu lançamento. Numa decisão de última hora a Playstation decidiu adiar o jogo para Fevereiro e, mais importante ainda, tornou o jogo numa das ofertas da PS PLUS. Agora com o jogo finalmente lançado consigo perfeitamente perceber o porquê de o terem feito.

Com o aumento do valor dos jogos Destruction All Stars não teria como justificar um valor de 79.99€, ou até de 69.99€. Tornar este jogo “gratuito” foi uma óptima decisão para a vitalidade do jogo e também para o bom nome dos exclusivos da Playstation.

Embora o jogo ofereça uma variedade de modos singleplayer e multiplayer, a verdade é que existe pouca, ou quase nenhuma, variedade. Vamos olhar para o modo multiplayer, aquele que é o centro do jogo. Temos 4 modos, 2 a solo e 2 em equipa. No entanto, os 4 modos em pouco variam entre si e nenhum deles parece tentar destacar-se em comparação aos outros. O modo Gridfall acaba por ser o mais diferente entre os restantes mas diferente nem sempre é bom. Este modo acaba também por ser um dos mais aborrecidos do jogo em que por vezes os jogadores eliminam-se sem haver nenhum combate.

Nos modos singleplayer o destaque vai para  “Challenge Series” que permite aos jogadores progredir num conjunto de desafios para desbloquear itens de personalização para as personagens. Aqui entram as microtransações. Cada personagem tem um conjunto de skins e frases que podem ser compradas com dinheiro ganho no jogo ou dinheiro real. Essas skins são pouco mais que mudanças de cor… alias… são apenas isso. Não existe nenhuma skin que mude em nada o aspecto das personagens.

É nas personagens que este jogo merece bastante mérito. Visualmente elas destacam-se e encaixam perfeitamente no mundo criado para o jogo. Existe um pequeno toque de personalidade de transparece durante o menu de selecção e que faz com que comecemos a escolher os nossos favoritos. Além disso, cada um delas tem o seu carro que complementa o estilo e design da personagem. Contudo, as diferenças visuais são superiores às diferenças na jogabilidade. Entre powerups e especiais as personagens acabam todas, ou quase todas, por ter o mesmo feel. A diferença nos seus carros especiais é mais notável mas mesmo assim raramente foi significativo. 

A inabilidade das personagens se destacarem foi notável quando ao final de algumas horas de jogo eu ainda não sabia qual a personagem que se adequava mais ao meu estilo de jogo ou se já teria usado todas.

Quando o jogo começa e saltamos para dentro da arena a diversão começa. O caos de peças de carros a voar e jogadores a correr e saltar por toda a arena tornam o jogo visualmente apelativo e interessante. Ao longo da pista encontramos carros pesados e resistentes, carros que se partem como se fossem feitos de vidro mas rápidos ou um misto desses 2. Cada um tem o seu feel e o seu propósito e é ai que podemos optar pelo qual se encaixará mais no nosso estilo de jogo. Podemos também alterar de carro quando quisermos de acordo com o que queremos fazer.

Jogar Destruction Allstar é um misto de caos, diversão e frustração. Quando tudo corre bem o jogo e incrivelmente divertido e competitivo e certamente mostra o seu potencial para se destacar dentro do mundo dos ESports. No entanto, na grande parte das vezes o jogo apresenta um lag tremendo e uma detecção de colisão muito incerta. Por vezes batemos de frente com outro jogador e embora essa fosse a intenção dos 2 nenhum ganha pontos. Outras vezes carros aparecem e desaparecem do nada ou ganham boost para compensar pelo lag. Mesmo com tudo isso conduzir os carros em Allstars é bastante responsivo e divertido. Fazer drifts para contornar pilares e fintar o adversário é incrivelmente satisfatório e desfazer um carro em colisão trás um sorriso quase psicótico à nossa cara.

Destruction Allstars é um jogo Bem Bom por ser uma oferta da PS PLUS e que mostra o seu potencial principalmente quase se joga com amigos. No entanto, se fosse um jogo pelo qual as pessoas tivessem que pagar essa nota teria que cair um pouco devido à sua falta de conteúdo e variedade. Os problemas com os servidores e as microtransações pouco imaginativas acabam também por danificar o impacto do jogo. É fácil olhar para Destruction Allstars e fazer o paralelismo com o Bleeding Edge. Um jogo diferente, com um visual interessante mas pouco inspirado e com tendência a cair na monotonia.