The Medium – Review

The Medium – Review

02/02/2021 0 By André Serafim

The Medium é o mais recente lançamento da Bloober Team, e podemos dizer que foi um belo lançamento, após Layers of Fear e Blair Witch. Embora tenha sido projectado para as novas consolas Xbox, The Medium saiu também para PC e foi essa versão que joguei e sobre a qual escrevi esta review. Para começar, tenho de mencionar que esta versão rodou sem qualquer problema de performance. Talvez seja graças à configuração do meu setup, pois vi outras máquinas com um desempenho que deixava um pouco a desejar. Quer estivesse no mundo real, espiritual ou em ambos, Medium correu na perfeição no que à estabilidade diz respeito.

The Medium é um jogo que nos permite viajar entre dois mundos, sendo que estas viagens têm uma forte ligação à história e a personagem principal, Marianne. Este é um jogo de “terror” em terceira pessoa, que combina uma realidade dupla, e com gameplay partilhada entre dois mundos. Para os que pensam que vão encontrar aqui um verdadeiro jogo de terror, lamento, mas só me assustei uma vez, o que não tira qualquer mérito a este jogo. Admito que foi com enorme felicidade que vi que The Medium e Silent Hill partilhavam o mesmo produtor, e confesso que este jogo me fez viajar até Silent Hill ou até aos primórdios de Resident Evil.

Embora a Bloober Team tenha feito um grande trabalho de imagem penso que este título poderá ter alguns problemas de continuidade. Esta obra está muito idêntica ao seu trabalho anterior, para o bem e para o mal. Mais uma vez ficamos no limbo entre o terror psicológico e o simulador de caminhada. Temos algumas tentativas de sustos, algumas sequências de perseguição, alguns momentos de stealth e pouco mais. Basicamente, The Medium é um jogo de com coisas boas, e coisas más, mas nada de impactante. Embora não tenha esse efeito, The Medium é um jogo divertido, mas muito discreto. 

Boa parte do jogo é feito a passear, praticamente em linha recta, sem grande foco na exploração de possibilidades, tanto no mundo material, como no espiritual. Em ambos os mundos, podemos encontrar puzzles locais, que nos obrigam a procurar itens escondidos num dos mundos para podermos avançar. Sem combate e grande gestão de recursos The Medium é um jogo relaxado, sem momentos de caos, e uma verdadeira paz de alma. 

De certo modo, agradeço aos seus criadores a simplicidade deste jogo, The Medium é um jogo que não exige muito dos jogadores, mesmo daqueles que facilmente se perdem e afastam do objectivo. Um dos factores mais interessantes de Medium é a forma como podemos ver entre mundos, tendo por vezes a imagem dividida entre os dois. Aqui, tudo é bastante fácil de encontrar, e embora dois mundos em simultâneo pudesse ser demasiada coisa para os jogadores, a verdade é que Medium é passivo o suficiente para atrair até os jogadores mais casuais.

Os cenários envolventes são fascinantes, e aliados a uma história que te agarra do início ao fim, são para mim, os pontos fortes desta obra. Embora tenha estes pontos fortes, The Medium também sofre de alguns problemas como a sua curta duração, e falta de acção e desafio. The Medium é um jogo que se termina com facilidade em 3 ou 4 horas, completando quase a totalidade dos achievements, dentro desse tempo. Espero honestamente que a Bloober Team consiga criar uma sequela mais completa, mais complexa, mas a cima de tudo, que valha a pena.