Um primeiro olhar sobre King Of Seas

Um primeiro olhar sobre King Of Seas

01/12/2020 0 By Mariana Vicente

King of Seas é um adorável jogo de piratas, que será lançado dentro dos próximos meses, pelo estúdio italiano 3D Clouds. Fui convidada a experimentar o jogo e a oferecer as minhas primeiras impressões nele, e a verdade é que o jogo tem certamente potencial.

Como qualquer jogo de piratas, o jogador tem um navio, uma tripulação, e um mapa para explorar. O mapa é gerado aleatoriamente, logo cada jogo vai ter o seu mapa, com pelo menos 2 elementos em comum: uma fortaleza no centro do mapa, e uma base de piratas nas bordas deste.

A fortaleza é, aliás, o início da história. Sim, o jogo tem história, e passa-se no fictício Reino dos Sete Mares, que, de acordo com o jogo, foi criado 800 anos antes pela Marinha, após esta ter quase erradicado com os piratas. Como qualquer reino, existe um rei, e este tem um filho, Luky, e uma filha, Marylou, e o jogador tem de escolher um dos dois para controlar ao longo da sua aventura.

A história não muda muito, se é que muda alguma coisa, entre as duas personagens: o sucessor ao trono escolhido sai de casa numa missão e, no retorno, é acusado da morte do pai. Após o navio ser abatido, o sucessor é resgatado por piratas e junta-se a eles, com a intenção de descobrir a verdade acerca da morte do rei.

Como verdadeiro pirata, o jogador tem um barco que pode melhorar ou trocar completamente por outro modelo (cada um com as suas vantagens e desvantagens); pode escolher certos membros da sua tripulação, cada um oferecendo habilidades especiais; pode envolver-se em combates navais e trocas comerciais; e pode descobrir tesouros e enfrentar perigos pelo caminho. É um jogo sólido, perfeito para quem quer uma aventura de piratas mais simples para relaxar.

No entanto, ainda encontrei falhas em algumas áreas. A UI, por exemplo, apesar de ter um design excelente, acho-a um pouco pequena. Os menus estão bons, mas a UI enquanto jogamos tem alguns elementos pequenos demais ou pouco explícitos no que são ou o que fazem. No mínimo, uma opção para aumentar a UI seria uma boa adição de acessibilidade ao jogo, assim como notas extras acerca de certos elementos (como, por exemplo, o tipo de balas de canhão a usar e o que estes afectam). Isto aplica-se à versão de PC, e imagino que o mesmo seja verdade na PlayStation e Xbox, mas não sei se farão o mesmo para a Nintendo Switch. Espero vivamente que não, pelo bem da saúde visual de quem desejar jogar no modo portátil.

Outra critica que tenho é a inteligência artificial dos navios da Marinha. Quando o jogador se cruza com um navio da Marinha, este persegue o jogador… bem, para sempre, ou até que um dos navios seja destruído. Mesmo que o navio saia do raio de visão, a perseguição continua por tempo indefinido. Isto, principalmente no início do jogo, provoca situações inescapáveis de batalha que o jogador tem quase zero probabilidades de ganhar.

Apesar de tudo, o jogo é interessante e com uma personalidade forte, em parte graças ao adorável estilo Low Poly às personagens cartoonizadas. A história tem conceitos interessantes, o combate é divertido (ainda que um pouco complicado ao início) e, como já mencionei, tem todas as mecânicas que fazem um jogo de piratas sólido. King of Seas é um jogo que promete oferecer uma boa experiência, e recomendo que, no mínimo, prestem atenção ao jogo quando sair e experimentem, se puderem. O jogo ainda não tem uma data de lançamento concreta, mas será lançado para PlayStation4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.