FUSER – Conversámos com a Harmonix para conhecer melhor o seu novo jogo

FUSER – Conversámos com a Harmonix para conhecer melhor o seu novo jogo

10/09/2020 0 By Tiago Pimenta

Dos criadores de Rock Band chega mais um jogo repleto de música.

No dia 10 de Novembro chega às lojas o novo jogo dos criadores de Rock Band e Dance Central. Com Fuser a Harmonix decidiu abandonar os periféricos, que tornaram alguns dos seus jogos bastante conhecidos. Quase todos nos lembramos de pegar numa guitarra em Guitar Hero e sentir que éramos os melhores guitarristas do mundo, mesmo quando não conseguimos ir para além da dificuldade mais fácil.

Desta vez a Harmonix decidiu colocar os jogadores no papel de um DJ em algum dos mais animados festivais virtuais que já vimos. Neste jogo teremos acesso a mais de 100 músicas de diferentes géneros que podemos combinar da forma que nos apetecer, sem quaisquer limitações. 

Quando a Harmonix diz “sem limitações” eles querem mesmo dizer SEM LIMITAÇÕES. Cada música será dividida entre Drum, Bass, Instrumental e Voz e nós podemos usar o que quisermos de cada música para combinar com outras. Querem criar um som só com Vozes de diferentes músicas e fazer algo aterrador? Podem fazê-lo. Querem Ouvir The Weekend a cantar ao som de Rage Against the Machine? Estejam à vontade.

Em Fuser o limite parece ser imposto pela criatividade dos jogadores ou, meu caso, pelas habilidades dos mesmos. Vai ser interessante ver o que diferentes jogadores com diferentes skills conseguirão criar.

Para sabermos um bocado mais sobre o jogo estivemos à conversa com Zoe Schneider – Community Manager, Dan Walsh – Director of Marketing and Communications e Daniel Sussman – Project Director.

Ao longo dessa conversa percebemos que o objectivo da Harmonix com este jogo era criar algo que fosse acessível a toda a comunidade. Para tal, e também de forma a reduzir custos de produção, acabaram por optar por não vender Fuser com periféricos. Segundo Dan Walsh, com a criação de jogos como Rock Band foi possível perceber que embora os periféricos ajudassem na imersão eles eram, para muitos, uma preocupação extra no que diz respeito a espaço e até custo. Com este jogo, qualquer pessoa poderá jogar e tirar todo o proveito usando apenas um comando ou um rato e teclado.

Fuser apresenta também uma componente Online focada em interacções positivas dentro da comunidade. Para a equipa de Fuser era importante que os jogadores conseguissem interagir, mas ao mesmo tempo, reduzir a toxicidade. Desta forma foi criado um sistema de emojis que podem ser enviados durante jogos online. Durante este modo cooperativo podemos também fazer pedidos, aos que se o outro jogador aceder receberá mais pontos. Para além do modo cooperativo existirá também um modo competitivo que será apresentado mais tarde.

Com um grande foco na interacção entre jogadores é inevitável o jogo chegar a plataformas de streaming com os seguidores a assistir a concertos em directo, e a fazer pedidos através do chat. No entanto, com a constante luta com direitos de autor isto poderá ser um problema. Quando questionado sobre isso Dan respondeu que para Fuser, a Harmonix obteve licenças com direito de partilha. No entanto, isto está sempre dependente das leis de cada país e região o que poderá indicar que alguns jogadores poderão encontrar algumas dificuldades.

Para a equipa da Harmonix foi importante que os jogadores pudessem passar a sua personalidade para o ecrã, não só com as suas misturas, mas também com a sua aparência. Em Fuser, conforme evoluímos, vamos desbloqueando itens para a nossa personagem e para o nosso palco que permitem que sejamos o mais random possível. Como a inclusividade foi um grande foco, todos os itens estão disponíveis para todos sem restrição de género. Assim cada jogador poderá personalizar o seu avatar sem se preocupar com caracterizações estereotipadas.

Fuser estará disponível para PS4, XBOX ONE, SWITCH e PC. De momento não existem planos para um lançamento na próxima geração e também não iremos ver cross play entre plataformas.